Why. Bother.

Havemos de combinar algo. Um café. Um almoço. Uma água com gás. Perdemo-nos em promessas que provavelmente todos sabemos vazias, e ainda assim colocamos uma esperança na voz, ou nas letras, querendo convencermo-nos mais disso do que aos outros. A assimetria existe, e nem sempre o desejo do café é partilhado do mesmo modo, há…

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Havemos de combinar algo. Um café. Um almoço. Uma água com gás. Perdemo-nos em promessas que provavelmente todos sabemos vazias, e ainda assim colocamos uma esperança na voz, ou nas letras, querendo convencermo-nos mais disso do que aos outros. A assimetria existe, e nem sempre o desejo do café é partilhado do mesmo modo, há quem o diga querendo, e quem o diga achando querer.

A verdade, bastante fria, é que vamos onde queremos, ao que realmente queremos. As distâncias fazem-se curtas e o tempo elástico quando o desejo nos move, mas se nada existe, se o desejo é curto, um milímetro pode ser intransponível, um segundo pode ser bocejo. E as coisas não acontecem.

Quando as promessas se esgotam, e as pessoas não estão, é preciso encarar de frente o desconforto de que talvez não sejamos assim tão importantes quanto nos disseram sermos. E deixar de esperar. A melhor justiça é seguir em frente.

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